[PUBLICOA LITURGIA DIÁRIA] Acompanhe o Evangelho do Dia nesta segunda (05)

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*LEITURA DO DIA

Início do Livro de Tobias

1,3; 2,1a-8

Eu, Tobit, andei nos caminhos da verdade e da justiça,todos os dias da minha vida.Dei muitas vezes esmolas aos meus irmãos e compatriotas,que comigo foram deportados para Nínive,no país dos assírios.

No dia da nossa festa de Pentecostes,que é a festa das Sete Semanas,prepararam-me um excelente almoço,e reclinei-me para comer.

Quando puseram a mesa com numerosas iguarias,disse ao meu filho Tobias:”Vai, filho, vai procurar,entre nossos irmãos deportados em Nínive,algum que, de todo o seu coração,

se lembre do Senhor,e traze-o aqui para comer comigo.Assim, meu filho, ficarei esperando até que voltes.

Tobias saiu, pois,

à procura de um pobre entre nossos irmãos.E voltou dizendo: “Pai!”Respondi: “Que há, meu filho?”Continuou Tobias:

“Um homem do nosso povofoi morto e lançado à praça pública.E ainda se encontra lá, estrangulado”.

Levantei-me de um salto,deixando o almoço, sem prová-lo.Tirei o cadáver do meio da praçae depositei-o numa das dependências da casa,esperando o pôr-do-sol para enterrá-lo.

Ao voltar, lavei-me e, entristecido,tomei minha refeição.

Lembrei-me das palavras do profeta Amós,ditas contra Betel:”Vossas festas se transformarão em lutoe todos os vossos cantos em lamentação”.

E chorei.Depois que o sol se escondeu,fui cavar uma sepultura e enterrei o cadáver.

Meus vizinhos zombavam, dizendo:”Ele ainda não tem medo.Já foi procurado para ser morto por este motivo,e teve que fugir.No entanto, está de novo sepultando os mortos!”

*EVANGELHO DO DIA

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos

12,1-12

Naquele tempo,

Jesus começou a falar aos sumos sacerdotes,mestres da Lei e anciãos, usando parábolas:”Um homem plantou uma vinha, cercou-a, fez um lagare construiu uma torre de guarda.Depois arrendou a vinha a alguns agricultores,e viajou para longe.

Na época da colheita,ele mandou um empregado aos agricultorespara receber a sua parte dos frutos da vinha.

Mas os agricultores pegaram no empregado,

bateram nele,e o mandaram de volta sem nada.

Então o dono da vinha

mandou de novo mais um empregado.Os agricultores bateram na cabeça dele e o insultaram.

Então o dono mandou ainda mais outro,

e eles o mataram.Trataram da mesma maneira muitos outros,batendo em uns e matando outros.

Restava-lhe ainda alguém: seu filho querido.Por último, ele mandou o filho

até aos agricultores,pensando: ‘Eles respeitarão meu filho’.

Mas aqueles agricultores disseram uns aos outros:’Esse é o herdeiro.Vamos matá-lo, e a herança será nossa’.

Então agarraram o filho, o mataram,e o jogaram fora da vinha.

Que fará o dono da vinha?Ele virá, destruirá os agricultores,e entregará a vinha a outros.

Por acaso, não lestes na Escritura:’A pedra que os construtores deixaram de lado,tornou-se a pedra mais importante;

isso foi feito pelo Senhore é admirável aos nossos olhos?’ “

Então os chefes dos judeus procuraram prender Jesus,pois compreenderam

que havia contado a parábola para eles.Porém, ficaram com medo da multidãoe, por isso, deixaram Jesus e foram-se embora.

 

*PALAVRA DO SANTO PADRE

Esta narração ilustra de forma alegórica aquelas admoestações que os Profetas tinham proferido sobre a história de Israel. É uma história que nos pertence: fala-se da aliança que Deus quis estabelecer com a humanidade e na qual convidou também nós a participar. Contudo, esta história de aliança, como qualquer história de amor, tem os seus momentos positivos, mas está marcada também por traições e rejeições. A urgência de responder com bons frutos à chamada do Senhor, que nos convida a tornar-nos sua vinha, ajuda-nos a compreender o que há de novo e de original na fé cristã. Ela não é tanto a soma de preceitos e normas morais mas, antes de tudo, uma proposta de amor que Deus, através de Jesus fez e continua a fazer à humanidade. É um convite a entrar nesta história de amor, tornando-nos uma vinha vivaz e aberta, rica de frutos e de esperança para todos. Uma vinha fechada pode tornar-se selvática e produzir uva selvática. Somos chamados a sair da vinha para nos pormos ao serviço dos irmãos que não estão connosco, para nos despertarmos reciprocamente e nos encorajarmos, para nos recordarmos que devemos ser vinha do Senhor em todos os ambientes, mesmo naqueles mais longínquos e difíceis. (Angelus 8 de outubro de 2017)