[PUBLICOA LITURGIA DIÁRIA] Acompanhe o Evangelho e a Homilia do Dia nesta sexta (16)

Compartilhe Essa notícia

*LEITURA DO DIA

Primeira Leitura

Leitura do Livro do Deuteronômio

7,6-11

Moisés falou ao povo, dizendo:

“Tu és um povo consagrado ao Senhor teu Deus.O Senhor teu Deus te escolheudentre todos os povos da terra,para seres o seu povo preferido.

O Senhor se afeiçoou a vós e vos escolheu,

não por serdes mais numerosos que os outros povos— na verdade sois o menor de todos —

mas, sim, porque o Senhor vos amoue quis cumprir o juramento que fez a vossos pais.Foi por isso que o Senhor vos fez sair com mãopoderosa, e vos resgatou da casa da escravidão,das mãos do Faraó, rei do Egito.

Saberás, pois, que o Senhor teu Deus é o único Deus,um Deus fiel, que guarda a aliança ea misericórdia até mil gerações,para aqueles que o amam e observam seus mandamentos;

mas castiga diretamente aquele que o odeia,fazendo-o perecer; e não o deixa esperar,mas dá-lhe imediatamente o castigo merecido.

Guarda, pois, os mandamentos,as leis e os decretos que hoje te prescrevo,pondo-os em prática!”

Segunda Leitura

Leitura da Primeira Carta de São João

4,7-16

Caríssimos, amemo-nos uns aos outros,porque o amor vem de Deuse todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus.

Quem não ama, não chegou a conhecer Deus,pois Deus é amor.

Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós:Deus enviou o seu Filho único ao mundo,para que tenhamos vida por meio dele.

Nisto consiste o amor:não fomos nós que amamos a Deus,mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filhocomo vítima de reparação pelos nossos pecados.

Caríssimos, se Deus nos amou assim,nós também devemos amar-nos uns aos outros.

Ninguém jamais viu a Deus.Se nos amamos uns aos outros,Deus permanece conoscoe seu amor é plenamente realizado entre nós.

A prova de que permanecemos com ele,e ele conosco,é que ele nos deu o seu Espírito.

E nós vimos, e damos testemunho,que o Pai enviou o seu Filhocomo Salvador do mundo.

Todo aquele que proclamaque Jesus é o Filho de Deus,Deus permanece com ele,e ele com Deus.

E nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco,e acreditamos nele.Deus é amor: quem permanece no amor,permanece com Deus,

e Deus permanece com ele.

*EVANGELHO DO DIA

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus

11,25-30

Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer:”Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra,porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidose as revelaste aos pequeninos.

Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.

Tudo me foi entregue por meu Pai,e ninguém conhece o Filho, senão o Pai,e ninguém conhece o Pai, senão o Filhoe aquele a quem o Filho o quiser revelar.

Vinde a mim todos vós que estais cansadose fatigados sob o peso dos vossos fardos,e eu vos darei descanso.

Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim,porque sou manso e humilde de coração,e vós encontrareis descanso.

Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

*PALAVRAS DO SANTO PADRE

Jesus louva o Pai porque prefere os pequeninos. É o que Ele próprio experimenta, pregando nas aldeias: os “entendidos” e os “sábios” permanecem desconfiados e fechados, fazem cálculos; enquanto os “pequeninos” abrem-se e acolhem a mensagem. Ela  só pode ser a vontade do Pai, e Jesus regozija-se com isto. Também nós devemos regozijar-nos e louvar a Deus porque as pessoas humildes e simples aceitam o Evangelho. Rejubilo-me quando vejo estas pessoas simples, esta gente humilde que vai em peregrinação, que reza, canta, louva, gente à qual talvez faltam muitas coisas mas a humildade leva-as a louvar a Deus. No futuro do mundo e nas esperanças da Igreja há sempre os “pequeninos”: aqueles que não se consideram melhores do que os outros, que estão conscientes dos próprios limites e dos seus pecados, que não querem dominar os outros, que em Deus Pai se reconhecem todos irmãos. Assim, naquele momento de aparente fracasso, no qual tudo é escuridão, Jesus reza, louvando o Pai. E a sua oração leva-nos, também a nós leitores do Evangelho, a julgar de um modo diferente as nossas derrotas pessoais, as situações em que não vemos claramente a presença e a ação de Deus, quando parece que o mal prevalece e não há maneira de o impedir. Jesus, que tanto recomendou a oração de súplica, precisamente no momento em que teria motivos para pedir explicações ao Pai, ao contrário passa a louvá-lo. Parece uma contradição, mas a verdade está nisto. (Audiência Geral de 13 de janeiro de 2021)