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O recente caso de uma jovem de 28 anos, frequentadora de academias, que sofreu um ataque cardíaco fatal após o consumo excessivo de energéticos, reacendeu o alerta sobre os riscos dessas bebidas. Vendidos como impulsionadores de energia e concentração, os energéticos podem, na verdade, desencadear problemas graves de saúde, mesmo em pessoas aparentemente saudáveis.
Segundo especialistas, os energéticos provocam um estado artificial de alerta, podendo elevar a pressão arterial, causar arritmias e até levar à morte súbita.
O cardiologista Daniel Kopiler, diretor da Sociedade Pan-americana de Medicina do Esporte e médico do Grupo Valsa, reforça que os energéticos também afetam o sistema nervoso central, mascarando o cansaço real do corpo ao criar uma falsa sensação de energia.
Eles fazem com que durante o treinamento, você não tenha a sensação de cansaço no momento adequado. Você começa a ter uma atividade acima do que você pode, aumentando o risco de lesões. A gente recomenda que sempre que você quiser melhorar a performance procure um profissional da área médica ou da área de educação física. Muitas vezes você já tem uma doença do coração e esses energéticos podem levar a uma piora do caso ou coisa pior.
O médico fala da importância do acompanhamento profissional.
Você pode ter uma performance muito boa. Treinando de forma adequada, evoluindo no momento certo e com uma orientação de como fazer, além de uma alimentação natural e saudável. Se tiver algo que esteja faltando, esse profissional pode repor dentro do que for necessário.
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Daniel Kopiler cita os principais riscos que os energéticos podem trazer.
Normalmente, esses repositores contêm várias substâncias, entre elas, cafeína e taurina. Elas podem ter efeito no coração e levar a taquicardia , que é a palpitação, pode levar a algum tipo de arritmia, que são os batimentos irregulares no coração e subida da pressão arterial. Os efeitos não se restringem só ao coração, também pode trazer alterações de comportamento e convulsão.
Com embalagens chamativas e forte apelo entre os jovens, os energéticos usam a mesma estratégia dos cigarros eletrônicos. Médicos alertam para a necessidade de mais regulamentação sobre o consumo e publicidade dessas bebidas, especialmente para adolescentes.
Fonte: Agência Brasil por Tatiana Alves – Edição: Fábio Cardoso / Liliane Farias – Foto: pixabay
