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Especialistas em cardiologia dos Estados Unidos atualizaram as diretrizes para prevenção e tratamento da dislipidemia, condição caracterizada por alterações nos níveis de colesterol e outras gorduras no sangue. A principal mudança é a defesa de uma atuação mais precoce para reduzir o risco de doenças cardiovasculares ao longo da vida.
As novas recomendações, publicadas no Journal of the American College of Cardiology, reforçam a importância de controlar principalmente o colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”, associado ao acúmulo de placas nas artérias e ao aumento do risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Exames podem começar ainda na infância
As diretrizes recomendam que crianças sejam avaliadas para colesterol entre 9 e 11 anos, caso ainda não tenham feito o exame. Em situações de histórico familiar de doenças cardiovasculares graves ou alterações relacionadas ao colesterol, a avaliação pode começar ainda mais cedo.
Para adultos entre 30 e 79 anos, os médicos também são orientados a utilizar a calculadora de risco PREVENT, que estima a possibilidade de desenvolvimento de doenças cardiovasculares em 10 e 30 anos.
Novas metas para o colesterol LDL
As recomendações também retomam metas específicas para o LDL, que variam conforme o risco cardiovascular do paciente:
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Abaixo de 100 mg/dL para pessoas com risco limítrofe ou intermediário;
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Abaixo de 70 mg/dL para pessoas consideradas de alto risco;
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Abaixo de 55 mg/dL para pacientes com doença cardiovascular aterosclerótica considerados de risco muito alto.
Segundo os especialistas, quanto maior o risco cardiovascular, mais importante é manter o LDL em níveis baixos.
Tratamento pode começar mais cedo
A orientação é priorizar alimentação saudável, atividade física e outras mudanças no estilo de vida. Porém, quando essas medidas não são suficientes para controlar os níveis de colesterol, os médicos podem considerar o início mais precoce de medicamentos.
Entre as opções estão estatinas, ezetimiba, ácido bempedoico, inibidores de PCSK9 e inclisiran.
A mudança de abordagem busca reduzir não apenas os níveis atuais de colesterol, mas principalmente o tempo de exposição do organismo a níveis elevados de lipoproteínas que favorecem a formação de placas nas artérias.
As novas diretrizes reforçam, portanto, que o controle do colesterol deve começar antes do aparecimento de problemas cardiovasculares, com acompanhamento médico e avaliação individual do risco de cada paciente.
Foto: magnific