Com a função de lubrificar e evitar que peças do motor se atritem e se desgastem, chegando até mesmo a travar, o óleo é um dos componentes mais importantes de um veículo. Com o tempo, porém, o produto se desgasta e perde a viscosidade, precisando ser trocado. E o momento certo para esta troca, bem como o produto ideal a ser utilizado, geram dúvidas na cabeça dos motoristas, até mesmo daqueles mais experientes. É o que afirma o assessor de assuntos econômicos do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Ceará (Sindipostos-CE), Antônio José Costa.
Segundo ele, o processo não tem nenhum segredo, muito menos é complicado. Basta o motorista ter em mãos o manual de instruções do seu veículo, já que o modo correto de proceder na troca varia de acordo com cada modelo. “O momento da troca de óleo do motor de um veículo é o que está recomendado no manual. Ele é quem tem a indicação correta de como trocar, afinal quem sabe a hora correta não é o mecânico, não é o profissional que vai trocar o óleo e sim o próprio fabricante. Não somente o momento certo de trocar mas também todas as outras dúvidas, tudo isso você fica sabendo no manual do veículo”, explica.
O assessor do Sindipostos-CE também faz um alerta para que os motoristas consultem o manual mesmo quando algum profissional recomendar a troca do óleo. “Algumas pessoas, na ânsia de vender mais, ficam encostando um dedo no outro dizendo ‘Olha, esse óleo não está viscoso, ou esse óleo está escuro demais!’. Nada disso é confiável, esse dedo encostando no outro mostrando supostamente que o produto perdeu a viscosidade ou que está queimado não é garantia de nada. Toda garantia da qualidade de um óleo é dada pelo seu tempo de uso. Se um óleo tem a troca recomendável a cada 5 mil km, troque somente com 5 mil km. Se o óleo tem a troca recomendada a cada 10 mil, troque apenas com 10 mil km e assim por diante” recomenda.
E qual o melhor tipo de óleo para cada veículo? Há um óleo ideal ou mais recomendado para os automóveis? A resposta de Antônio José, novamente, é a consulta ao manual. “Existem três tipos de óleo: o mineral; o artificial, que é o sintético, e existe ainda um que é a mistura dos dois, cada um com suas qualidades e defeitos. E, novamente, quem vai dizer qual o óleo mais recomendado para o seu carro é o manual. Coloquem em mente: qualquer informação sobre troca de óleo é dada pelo manual do veículo, que são as instruções de quem fabricou o motor. Quanto à qualidade de cada marca de óleo, óbvio que cada fabricante vai dizer que o seu é o melhor (risos). O que podemos dizer é que existem óleos de uma classe mais alta, afinal, como todo produto, existem os top de linha e também aqueles mais populares. Quando me perguntam sobre que marca é melhor para o carro, eu gosto sempre de brincar e dizer como dizia um velho vendedor de óleo que eu conheço. Ele dizia, brincando: ‘Só existe um óleo ruim para o seu carro. É não usar óleo’. O segredo é seguir o manual e ter sempre o cuidado de nunca esquecer a troca ou deixar o óleo baixar. Fazendo isso, você não terá problema algum com este tipo de manutenção”, finalizou.
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