Método SUPERA esclarece os impactos da perda do olfato e paladar com a saúde do cérebro

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Como muitos brasileiros foram infectados pela Covid-19, o Método SUPERA convidou o doutor Marcos Paulo Bossetto Nanci para falar sobre as sequelas ligadas ao olfato e ao paladar, que ainda estão sendo detalhadas pela ciência. Segundo o doutor Marcos, a perda do paladar muitas vezes está relacionada à diminuição do olfato. Com a reversão da perda do olfato, a perda do paladar também é revertida. Alterações do paladar podem acontecer por problemas específicos, na boca, na língua, e isso leva também a outras dificuldades.

Assim como o nosso corpo, o cérebro também possui memória. Estímulos simples podem ajudar nessa recuperação e o melhor: pode ser feito em casa. De acordo com as orientações do doutor, “a reversão do olfato pode acontecer por mecanismos simples, por exemplo: cheirar várias vezes ao dia as substâncias que nós temos na nossa casa, como café, vinagre de vinho ou até mesmo essências de baunilha. Isso tende a estimular os nervos olfativos, e esses nervos voltarem a funcionar”, concluiu.

É importante destacar que o auxílio e a pesquisa médica são essenciais. Então, qualquer perda de olfato ou de paladar, é necessário que se procure um profissional especializado para fazer o diagnóstico. Para recuperar o prazer de comer, algumas pessoas recorrem aos alimentos e cheiros preferidos, mesmo sem vontade de se alimentar. Milhões de brasileiros que já afastaram o risco de transmissão da doença estão agora reaprendendo os cheiros e sabores, o que nem sempre é uma tarefa simples.

Cheirar os alimentos, como os citados pelo médico, são também exercícios conhecidos como neuróbicas. A proposta das neuróbicas – que funcionam como a aeróbica dos neurônios – é justamente tirar o cérebro da sua zona de conforto e potencializar as suas habilidades cognitivas.

De acordo com o neurointensivista Marcos Paulo, “quando deixamos de sentir, seja o paladar, o olfato, ou qualquer outra sensibilidade, a região do cérebro responsável por esta sensibilidade para de receber estes estímulos e deste modo existe uma tendência que a região do cérebro sofra atrofia por perda das sinapses, e essa perda vai levando a uma morte de neurônios. Com o passar do tempo, esta alteração por perda das sinapses acaba sendo irreversível”, alerta o médico.

Além da Covid-19, a perda também acontece em resfriados simples e gripes. O tempo para reversão, no entanto, varia de acordo com o quadro. “Quadros neurológicos como Alzheimer ou Parkinson podem levar a perdas tanto do olfato, quanto do paladar. Se essas perdas durar de sete a dez dias, procure um médico para fazer o diagnóstico e tratamento correto”, reforça o especialista.

Foto: divulgação