Regionalização e abertura de novas vagas de residências em saúde garante melhoria da qualidade do atendimento à população

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Com a proposta de qualificar ainda mais a força de trabalho da saúde do Ceará, a Escola de Saúde Pública do Ceará Paulo Marcelo Martins Rodrigues (ESP/CE), vinculada à Secretaria da Saúde do Estado (SESA), desenvolve o projeto Ampliares: Ampliação e Regionalização das Residências em Saúde. A ideia é também promover a integração ensino-serviço alinhada à Regionalização das Redes de Atenção do Estado, inserida na Plataforma de Modernização da Saúde, da SESA.

O objetivo do projeto, em fase final de análise pelo Ministério da Educação (MEC), é qualificar a formação de profissionais, fortalecendo a rede de atenção, de acordo com as necessidades regionais. Serão 127 novas vagas nos programas de residência médica em nove especialidades: Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, Neonatologia, Medicina de Emergência, Medicina de Família e Comunidade (MFC), Psiquiatria, Clínica Médica, Cirurgia Geral, Medicina Intensiva e Cardiologia.

Se aprovadas, as vagas serão ofertadas já em 2021 para os municípios de Fortaleza, Caucaia, Icapuí, Sobral, Tianguá, Quixeramobim, Iguatu, Juazeiro do Norte e Barbalha, contemplando as cinco Regionais de Saúde. Atualmente, 658 residentes médicos estão em formação, mas 80% das vagas são ofertadas em Fortaleza. As novas vagas ainda contribuirão para regionalizar a formação, descentralizando o provimento de especialistas em todo o estado. “A interiorização das residências vai reverter isso e, a partir da qualificação, será possível melhorar a assistência em saúde para os cearenses nas cinco Regiões de Saúde”, destaca o superintendente da ESP/CE, Marcelo Alcantara.

“As residências em saúde são reconhecidas como ‘padrão-ouro’ na modalidade de treinamento em serviço, pois têm como base a aprendizagem baseada na prática, na realidade do mundo do trabalho. A própria atuação do médico como residente é uma forma de catalisar melhorias na saúde, pois onde tem residência existe uma mudança de ambiência, de qualidade, de estrutura. Os grandes hospitais de Fortaleza, por exemplo, têm programas de residência”, destaca a diretora de Pós-Graduação em Saúde da ESP/CE, Olívia Bessa, sobre a importância dos programas e sua contribuição para aprimorar a qualidade do atendimento.

O processo de autorização das vagas de residência foi iniciado em agosto, quando a Coordenação de Residência Médica da ESP/CE solicitou no sistema da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM). Em outubro, o Ampliares recebeu parecer positivo da Comissão Estadual de Residência Médica e parecer favorável da Câmara Técnica da CNRM, ligada ao MEC. No mês passado, uma equipe técnica da pasta fez visita in loco para dialogar e avaliar o projeto, que agora está em fase final de avaliação.

“Não adianta disponibilizar apenas hospitais e equipamentos no interior do Estado. É preciso ter o profissional qualificado. A grande dificuldade do interior é a carência de profissionais especialistas e as novas vagas de residência médica irão ajudar a preencher essa lacuna”, destaca Olívia Bessa.

Também há proposta para aumentar o número de vagas das residências multiprofissionais, mas o projeto aguarda avaliação.

Foto: divulgação