Desde a década de 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece, apoia e incentiva a modalidade telemedicina e a sua importância para o mundo do conhecimento. Com a tecnologia em ascensão, a medicina a distância é uma área que tem rompido obstáculos. Ela elimina quilometragens, conecta e promove o contato entre especialistas e pacientes. A telemedicina tornou-se um grande aliado da sociedade.
Para quem ainda não conhece, a modalidade é o exercício da medicina utilizado por tecnologias para fins de assistência, educação, pesquisa, prevenção de doenças, lesões e promoção de saúde. Hoje, é utilizada em muitos países. No entanto, a evolução tecnológica cria possibilidades muito maiores de atuação. Por isso, existe uma preocupação e uma necessidade da regulamentação da sua utilização, para que não se permita o uso inadequado e indiscriminado no atendimento a pacientes e também a quebra na fundamental relação médico-paciente, base da atividade médica.
Em países de grandes distâncias, como no Brasil, a telemedicina tem o maior impacto do ponto de vista de saúde, pois evita deslocamentos desnecessários de pacientes e promove maior agilidade na realização de exames de triagem para um melhor entendimento e direcionamento dos usuários.
A Associação Paulista de Medicina (APM) realizou em fevereiro deste ano uma pesquisa com 2.258 médicos brasileiros. A aferição teve o objetivo de avaliar a receptividade com relação às tecnologias digitais na área da Saúde. Segundo a pesquisa, 89,81% concordam que o sistema de saúde brasileiro pode ser beneficiado com novas ferramentas tecnológicas digitais capazes de diminuir as filas de espera por um atendimento especializado. Em 2018, sobre o mesmo tema, a APM realizou uma nova pesquisa que revelou que 85% dos médicos aprovavam o uso de ferramentas de mensagens instantâneas e outros 57,90% eram favoráveis à realização de consultas a distância.
Nesta mesma pesquisa, entre as formas de telemedicina, a Telerradiologia, com 76,75%, é a mais conhecida entre a classe médica, seguida pela Telecardiologia (45,53%), segunda mais lembrada. Na mesma aferição, os médicos citaram outras 20 áreas de atuação conhecidas. Entre todos os tipos citados pela classe médica, 30,69% afirmaram que já utilizam alguma forma de telemedicina no seu cotidiano, contra 68,33% que afirmam não praticarem formato algum.
Hoje, no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as regiões Sudeste e Sul concentram 72% dos médicos com especialidades. São 154 profissionais com residência médica por 100 mil habitantes na Região Sudeste, índice que, na região Norte, é três vezes menor.
As primeiras experiências com a telemedicina no Brasil começaram em 1994, com a transmissão a distância dos exames de eletrocardiograma. Dois anos depois, tornou possível o monitoramento de pacientes em domicílio, por meio do sistema denominado ECG-Home.
No começo deste ano, com a chegada em grande escala da pandemia da Covid-19 em todo o mundo, o Conselho Federal de Medicina (CFM) reconheceu a relevância da telemedicina como recurso assistencial e de grande valia, que permite resguardar a saúde e o bem-estar de médicos e de pacientes, contribuindo para minimizar o contágio neste período. O Brasil adotou à nova modalidade.
Devido à pandemia, boa parte das práticas comuns do cotidiano tiveram de ser alteradas e adaptadas, entre elas o acesso à saúde. Desde o início da problemática mundial, a recomendação do Ministério da Saúde é só ir ao hospital ou pronto atendimento em casos de urgência. Para suprir esse novo momento, o Sistema Hapvida investiu no seu serviço de telemedicina, que foi desenvolvido pelas equipes internas da empresa, como Inovação, TI e Diretoria de Gestão Empresarial (DGE), além da Maida.health, holding de tecnologia, para acompanhar a saúde dos clientes e, junto com a população, combater o novo coronavírus. O Sistema Hapvida realiza 30 mil teleconsultas mensais e já alcançou a marca de 200 mil, desde abril de 2020.
Segundo o Gerente de Produtos da Maida.health, Luiz Gonzaga, a telemedicina sempre foi uma aposta da empresa, que, após a regulamentação do Ministério da Saúde, tornou-se possível. “Aliamos a tecnologia de mercado ao nosso time de médicos e gestores para oferecer uma plataforma completa, ou seja, teleconsulta direta, com suporte a prontuário, segmento multiprofissional, prescrição validada por certificados digitais, médicos.
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