No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE) vai debater, em seminário virtual gratuito, a “Mulher na Economia”. O evento começará às 17h30 e seguirá até às 19h, no perfil do Conselho no YouTube. Podem participar do evento economistas, estudantes e demais profissionais interessados no tema. Todos os participantes receberão certificado no final do seminário. As inscrições estão abertas e podem ser feitas por meio do link<< https://bit.ly/3rkC2RK
A programação do seminário inclui debates sobre “Economia e gênero: trabalho remunerado e não remunerado da mulher” como palestra de abertura da professora da Universidade Federal Fluminense, do Núcleo de Estudos de Gênero e Economia do Cuidado, Hildete Pereira de Melo.
O evento também debaterá temas como “Políticas Públicas para as Mulheres”, com a participação da secretária de Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos do Estado do Ceará, Socorro França. “A mulher no mercado de trabalho no Ceará” será o tema apresentado pela vice-presidente do Corecon Ceará, Silvana Parente. Entre uma palestra e outra haverá abertura para perguntas.
“O seminário objetiva debater o papel da mulher no mercado de trabalho. Nós queremos mostrar que existe uma desigualdade de gênero nesse mercado de trabalho, e que, com a pandemia, essa desigualdade foi ampliada. Vamos mostrar que a pandemia afetou diferentemente homens e mulheres e que precisamos expor esse debate para a sociedade cearense”, disse a vice-presidente do Corecon-CE, Silvana Parente.
Ainda segundo ela, durante a pandemia, algumas categorias de trabalho feminino, como é o caso do trabalho doméstico, da administração pública, em especial a saúde, educação e comerciários, são profissões cuja maioria são ocupadas por mulheres. “Em relação ao emprego formal, por exemplo, esse processo de retomada da economia no final do ano passado, o Ceará fechou com um saldo de 18 mil ocupações, sendo que 86% foram homens e apenas 14% foram mulheres. O que significa, que no processo de recolocação pós pandemia, as mulheres têm perdido espaço no mercado de trabalho”, destacou.
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