O Ibef Ceará promoveu mais uma reunião mensal com associados. O tema abordado foi “Transformação Digital das Empresas”. Para falar sobre o assunto estiveram presentes virtualmente Adriano Marques, CEO da Wirelink; Luciana Colares, sócia e executiva de soluções e negócios da TOTVS Ceará; Paulo Gomes, diretor financeiro da MOB TELECOM. Como mediador, Delano Macedo, 1º vice-presidente do Ibef Ceará. O evento foi realizado na última terça-feira, 20 de abril.
“É uma alegria estar aqui com vocês hoje, na nossa segunda reunião de associados do ano. Não estamos podendo nos encontrar de forma presencial em razão da Covid-19, entretanto nosso objetivo é manter o contato com o associado e partilhar um bom conteúdo trazendo temas relevantes à discussão atual. Há um ano, realizamos uma série de adequações em nossas rotinas de trabalho, muitas destas inseridas num contexto de transformação digital. Agora, vivenciamos certas dificuldades, algumas inerentes à segurança dos processos”, disse a presidente do Ibef-CE, Renata Santiago ao abrir o encontro.
Em seguida, passou a palavra para Paulo Gomes, diretor financeiro da MOB TELECOM, que ressaltou o quanto a transformação digital está sendo possível em razão da infraestrutura montada no país. “No Ceará, ao longo dos anos, sempre tivemos um serviço de baixa qualidade, mas de uns tempos para cá houve uma revolução digital relacionada à internet com a disseminação da tecnologia em todas as cidades. Empresas pequenas tiveram conhecimento dessa tecnologia e perceberam grande mercado aqui e começaram a investir e trouxeram tecnologia de ponta com fibra ótica”, disse.
Ainda segundo ele, o serviço facilitou muito a vida das pessoas, que puderam encontrar alternativas de trabalho, comunicação, estudo, dentro de casa e isoladas durante a pandemia da Covid-19. “Hoje, o nosso grande desafio é manter a rede estável para dar esse serviço de qualidade. Outro ponto importante é a demanda maior por mais velocidade, o que demanda mais infraestrutura. Quanto à diferença de velocidade existente fora do país em comparação ao que existe hoje no Brasil, Gomes disse que a tecnologia que permite isso é a fibra ótica. “Hoje essa ultra velocidade é de 60% da rede, outros 40% não recebem cobertura ainda. Há o desafio de penetração, metade dos domicílios ainda não recebem internet de alta velocidade. No Ceará, a penetração está grande, mas em outros estados ainda deixa a desejar”.
Ao mediar o encontro, Delano Macêdo lembrou que a tecnologia vem impactando todas as economias locais e a vida das pessoas, tornando-se indispensável e resultando no crescimento de novas empresas. O executivo ressaltou ainda que as demandas online no Brasil em 2020 cresceram 65% no Brasil em relação a 2019.
Ao tomar a palavra, a sócia e executiva de soluções e negócios da TOTVS Ceará, Luciana Colares, destacou que a pandemia acelerou a transformação digital de forma mais rápida em razão da necessidade. “Na prática, cada empresa está na sua etapa do que chamamos de jornada digital”, disse ao destacar que a TOTVS escolheu o Ceará para o lançamento de nova estrutura tecnológica por ser pólo geográfico favorável.
“Temos falado muito em três dimensões, que são soluções intensificadas pelas empresas, dimensão e gestão, business e performance, mas a transformação digital só faz sentido se for para trazer uma boa experiência para o seu cliente”, disse ao citar projetos de inteligência artifical da TOTVS, como a possibilidade de o colaborador bater o ponto por meio de reconhecimento facial, aplicativos para colaborar com os clientes por meio de uma comunicação mais rápida e prática com os funcionários, que possibilitam a entrega de atestados, entre outras tarefas que eliminaram o papel e podem ser feitos de forma digital.
Em seguida, Adriano Marques, CEO da cearense Wirelink, destacou os avanços da empresa que está no mercado há mais de 25 anos. “O nosso grande desafio foi chegar onde as grandes operadoras não quiseram ir, apostamos e vem dando muito certo. Hoje estamos com mais de 35 mil quilômetros de fibra ótica. O Ceará é, hoje, um dos Estados mais conectados do país”, destacou, citando que atualmente a Wirelink está em 16 estados. “Estamos agora estudando a tecnologia do 5G, mas só conseguiremos atender se tivermos infraestrutura melhor. O 5G traz muitos desafios”, disse.
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