O projeto “Diálogo com economistas” desta semana debaterá “Cultura, pandemia e incentivos fiscais”. A transmissão ao vivo ocorrerá pelo Instagram do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), a partir das 18h desta terça-feira (27/04), e terá a mediação da conselheira do Corecon e mestre em economia, Desirée Mota.
Os debatedores serão o gestor do Museu da Indústria/FIEC/SESI e presidente da Câmara Setorial de Economia Criativa, Luiz Carlos Beltrão Sabadia e o jornalista e diretor da empresa Garimpa Consultoria e Gestão Cultural, Henilton Meneses.
Desirée Mota lembra que durante a pandemia, artistas e trabalhadores envolvidos com a produção cultural, viveram e vivem seus piores momentos com as dificuldades impostas pela pandemia. “A Lei Aldir Blanc trouxe um auxílio emergencial para o setor, mas o dia-a-dia da área cultural depende das Leis de Incentivo à Cultura. Em tempos gravíssimos de pandemia e estado emergencial, os problemas comprovados no fluxo regular de funcionamento de uma política de cultura, em vigor há quase 30 anos, escalam para uma situação de alerta máximo. Agora é exatamente quando mais precisamos deste mecanismo de fomento, considerando que as atividades culturais e criativas geram 2,64% do PIB brasileiro, segundo estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro”, disse.
DADOS
Em dezembro de 2021, a Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), completará 30 anos. Nestas quase 3 décadas foram captados mais de 21 bilhões de reais, consolidando a parceria da iniciativa privada na construção de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da Cultura Brasileira.
São 13.214 empresas patrocinadoras e quase 14 mil proponentes. O relatório sobre os Impactos Econômicos das Atividades Culturais contempladas pela Rouanet, publicado pela FGV, em 2018, aponta que a cada R$ 1,00 investido por patrocinadores, retornam para a sociedade R $1,59 A repercussão positiva da Lei sobre a economia brasileira foi de R $49,8 bilhões, concluiu o estudo.
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