Com exportação em alta, a perspectiva é fechar o ano com safra recorde entre 15 e 20% a mais em relação a 2020. O primeiro semestre também cresceu acima do esperado, 29% em relação ao ano anterior.
Foi aberta a safra de frutas, neste mês de agosto e segue até fevereiro de 2022. A crise econômica mundial, motivada pela pela pandemia da Covid 19, tende a trazer impactos para as exportações em 2021 — ainda que os insumos tenham sido declarados prioridades nacionais em 2020. Porém, além dela, diversos outros fatores podem afetar as relações de exportação marítima entre o Brasil e outros países. Para o período serão exportadas manga, uva, melão, melancia e mamão.
A FTrade Brasil, empresa que uniu os mais experientes profissionais do segmento aduaneiro e Comércio Exterior do Brasil, e atua há 15 anos no mercado, prevê uma safra recorde em 2021 com relação a 2020. A empresa cresceu no primeiro semestre 29% com relação ao ano passado. Historicamente, o segundo semestre tende a ser mais movimentado e aumentar as operações em relação ao primeiro, portanto a previsão é fechar o ano com safra recorde.
Segundo Zakaria Benzaama, diretor de operações da FTrade, a expectativa de 2021 é a melhor possível, a previsão é fechar o ano com volume exportado entre 15% e 20% a mais que o ano anterior.
Em valor, o aumento gerado pelas vendas chega a 23,22%. A Europa é o principal destino das frutas brasileiras, sendo que os três maiores consumidores são Países Baixos, Reino Unido e Espanha.
A maçã apresenta um crescimento superior a 100% nas vendas. Nos últimos dois anos, os embarques da fruta acumulados entre janeiro e abril ficaram abaixo de 30 mil toneladas. Neste ano, já foram exportadas cerca de 60 mil toneladas do produto, que tem como principais destinos: India, Rússia e Bangladesh.
Ainda assim, a colheita conseguiu atender aos países, sendo que os principais destinos da fruta nacional foram Rússia (31%), Bangladesh (29%) e Índia (11%). Segundo o CEO da Ftrade, Bruno Farias, vale lembrar que a produção nacional concentra-se quase toda na região Sul do Brasil.
O Brasil também registra elevação nas vendas da melancia. O quantitativo para as exportações no primeiro quadrimestre de 2021 foi de 28,35 mil toneladas, índice 24,61% maior em relação ao acumulado do mesmo período de 2020.
Segundo Zakaria Benzaama, CEO da Fortal Log (braço logístico do Grupo FTrade), a valorização do dólar, o clima Na Europa não tão rigoroso, no primeiro semestre, a prática do costume saudável e de esportes e alimentação balanceada favorecem o consumo de frutas com maior suculência o que é o caso da Melancia.
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