[PÚBLICO A DESTAQUE] Banhistas devem se prevenir contra queimaduras de águas-vivas e caravelas nas praias de Fortaleza

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Começou a temporada de águas-vivas e caravelas nas praias cearenses. O fenômeno é explicado pela alta temperatura do mar e dos fortes ventos que levam esses animais para a orla. Devido aos inúmeros casos de queimaduras em banhistas, principalmente na Praia do Futuro, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE), por meio da 1ª Companhia de Salvamento Marítimo do Batalhão de Busca e Salvamento (1ª CSMAR/BBS) alerta sobre os cuidados que os frequentadores devem ter ao se depararem com esses animais.

Na Praia do Futuro, a incidência maior são de caravelas, que dispõe de uma bolsa de ar. Elas são empurradas pelos ventos e acabam chegando na faixa de areia. Também nesse período é a época de procriação. Outra espécie comum nas praias da Capital, é a Caravela Portuguesa, também conhecida como flutuador. Ela tem uma consistência gelatinosa e é translúcida, mas não transparente. No brilho do sol, apresenta uma coloração cujos tons se expandem de azulado a violeta.

De acordo com o vereador Gabriel Aguiar (PSOL), que é biólogo, existem duas categorias de águas-vivas: as caravelas e as medusas (ou águas-vivas verdadeiras). Segundo ele, dentre essas categorias, existem inúmeras espécies, mas no Ceará sete delas são endêmicas: a caravela-portuguesa (Physalia physalis); a medusa da lua (Aurelia sp.); a medusa (Cassiopeia andrômeda); a medusa repolho (Lychnorhiza lucerna); a água-viva comum (Chrysaora láctea); a água-viva bola de canhão (Stomolophus meleagris) e a que vive em águas mais profundas, a Chiropsalmus quadrumanus.

“A mais comum na nossa costa é a caravela-portuguesa. Apesar da importância de manter os cuidados redobrados, estes animais não são tão perigosos como as famosas águas-vivas australianas, capazes de matar seres humanos em minutos após a liberação das toxinas. Ao tocar nesses animais, a pessoa deve lavar imediatamente o local com água do mar ou vinagre, nunca colocar xixi, pois a queimadura pode piorar. Em trinta minutos a pessoa estará bem”, assegura.

Sintomas

A pessoa que entra em contato com os tentáculos da Caravela Portuguesa pode desenvolver coceira intensa; vermelhidão da área, ou marcas lineares que indicam o contato inequívoco dos tentáculos com a pele; inflamação da área circundante; queimação e dor na área afetada e reação alérgica aos componentes da toxina.

O Corpo de Bombeiros, através da 1ª Companhia de Salvamento Marítimo do Batalhão de Busca e Salvamento, acompanha as ocorrências de águas-vivas e caravelas na Praia do Futuro. Apesar de ser um local de lazer, a CB ressalta que os frequentadores precisam estar atentos aos organismos vivos e alerta aos pais para que as crianças não devem se aproximar desses animais para não sofrerem queimaduras, que causam um forte e intensa dor aguda que pode durar até meia hora.

Caso o procedimento de lavar apenas com água do mar ou vinagre não resolva a situação, o Corpo de Bombeiros indica a necessidade de uma atenção médica especializada, principalmente se a vítima for alérgica, ou se surgirem sintomas como vômitos, náuseas, câimbras musculares ou dificuldade para respirar.

Para evitar acidentes recomenda-se que as pessoas estejam sempre em área protegida por guarda-vidas; perguntar ao bombeiro sobre as condições da água e se há presença de águas-vivas e/ou caravelas. Se houver, evite entrar no mar; sair da água imediatamente ao avistar águas-vivas e caravelas; evitar entrar no mar sozinho ou à noite; não tocar nos animais, mesmo aqueles que estejam aparentemente mortos na areia da praia. Caso seja queimado, sair imediatamente da água e lavar o local apenas com água do mar, sem esfregar as mãos na área afetada. As únicas substâncias recomendáveis para se colocar na área atingida é o vinagre ou soro fisiológico gelado para limpar o local, pois eles impedem que o veneno do animal siga entrando na pele e alivia a dor.

O que não se deve fazer se for queimado por água-viva: encostar na área afetada, pois pode queimar a mão e espalhar o veneno para outras partes do corpo; jogar água doce no local, isso só vai potencializar a ação do veneno e nem coçar ou esfregar.

Fonte: CMFor por Marcelo Raulino – Foto: 1ªCSMar/BBS