O Núcleo de Assistência Toxicológica do Instituto Doutor José Frota (IJF), unidade da rede de emergência em saúde da Prefeitura de Fortaleza já registrou neste ano o acolhimento de 86 pacientes, vítimas de acidentes com cobras. Em 2020, ao todo, foram 144 vítimas hospitalizadas. Já em 2019, a Emergência somou 212 internações.
Os índices alertam para os riscos de envenenamento por mordidas de animais peçonhentos, que podem inclusive levar ao óbito. Nos três últimos anos, a unidade registrou cinco mortes decorrentes de intoxicações causadas por picadas de serpentes.
No caso de acidentes como esses, a população de Fortaleza deve procurar o Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do IJF, que é referência regional no socorro às vítimas de intoxicações agudas graves causadas, principalmente, por acidentes com animais peçonhentos.
O que não fazer?
Os especialistas alertam que em casos de picadas de animais peçonhentos você não deve:
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Amarrar ou fazer torniquete no membro acometido;
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Aplicar qualquer tipo de substância no local da picada;
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Oferecer bebidas alcoólicas, querosene ou outros tóxicos,
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Esfregar e tentar sugar o local da lesão.
A melhor forma para não sofrer acidentes com animais peçonhentos é a prevenção. E para evitá-los, a Secretaria de Saúde do Estado do Ceará listou algumas dicas. São elas:
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Utilizar equipamentos de proteção individual (EPI) como luvas de raspa de couro e calçados fechados durante o manuseio de materiais de construção, transporte de lenhas, movimentação de móveis, atividades rurais, quintais e terrenos baldios;
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Olhar sempre com atenção o local de trabalho e os caminhos a percorrer;
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Não colocar as mãos em tocas ou buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros;
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No amanhecer e entardecer, evitar a aproximação com vegetação muito próxima ao chão, gramados ou até mesmo jardins pois é nestes momentos que as serpentes estão em maior atividade;
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Inspecionar roupas, calçados, toalhas, roupas de cama, panos de chão e tapetes antes de usá-los;
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Afastar camas e berços das paredes e evitar pendurar roupas fora dos armários.
Fonte: CMFor por Anna Regadas – Foto: Instituto Vital Brasil