[PÚBLICO A SAÚDE] Crianças de até cinco anos são as mais afetadas pela pneumonia

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A pneumonia é caracterizada por um processo inflamatório nos pulmões, que pode ser causada por vários agentes infecciosos: os vírus, as bactérias, os fungos; que atingem geralmente as imunodeprimidas – aquelas que apresentam os mecanismos de defesa contra infecções enfraquecidas -, as pneumonites químicas e as pneumonias aspirativas. Dentre os fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento da doença na população infantil, estão: a baixa condição socioeconômica, que acaba favorecendo a desnutrição, o baixo peso no nascimento, uma baixa adesão ao aleitamento materno, deficiência de vitamina A, crianças expostas em ambientes com baixas condições de higiene domiciliar e a exposição à fumaça de cigarro.De acordo com o pediatra do Sistema Hapvida, Marcus Vinícius, isso acontece porque as crianças dessa faixa etária ainda não possuem um sistema imunológico 100% formado e resistente, e, consequentemente, existe uma prevalência maior de infecções, especialmente de doenças virais. “A própria forma que os pequeninos têm para criar imunidade é tendo contato com vírus e bactérias para gerar a produção de anticorpos contra esses micro-organismos”, afirma o médico.Um outro fator que pode facilitar as infecções de vias aéreas são as alterações climáticas, principalmente nas épocas mais frias, onde existe uma tendência das pessoas ficarem mais próximas e aglomeradas, desta forma, a transmissão de doença é maior.  “Em período de muita mudança de tempo, os pacientes com predisposição à doença alérgica têm um aumento da probabilidade de infecções respiratórias, daí para evoluir para pneumonia é muito rápido”, revela o Dr. Marcus. Os pais ou responsáveis devem estar atentos aos sintomas de coriza, tosse produtiva, dificuldade respiratória, febre persistente, que são os sinais de infecções respiratórias de maneira geral. No entanto, o que deve servir de alerta são os quadros febris por mais de 72 horas, frequência respiratória muito alta, estado geral abatido, vômitos e dor abdominal.Combate e prevençãoAlgumas medidas simples do dia a dia podem ajudar a manter os pequeninos mais seguros contra essa doença perigosa, tais como: evitar o contato da criança com fumantes, tentar manter o ambiente onde se vive com condições boas de higiene, ter uma alimentação equilibrada, ingerir uma boa quantidade de líquidos, evitar exposições exageradas, tanto ao sol, quanto à água de mar e piscina, e, se possível, evitar aglomerações. “Quando iniciarem os sintomas, especialmente, surgirem o sinais de alerta, levar imediatamente a criança para o pronto socorro”, pondera o médico.

Foto: divulgação