A ômicron, variante do coronavírus, vem causando o aumento de casos de Covid-19 em todo o mundo, devido a sua altíssima capacidade de transmissão. Neste cenário, países como Alemanha, Franças e EUA têm reforçado as medidas protetivas e recomendado o uso de máscaras profissionais para o público em geral. No Ceará, a exigência do uso de máscaras do tipo N95 ou PFF2 para trabalhadores de serviços essenciais começa a valer a partir da próxima segunda-feira, 24.
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Max Planck, da Alemanha, indica que as máscaras N95/PFF2 são as mais eficazes na proteção contra a Covid-19. A proteção chega a ser 75 vezes maior do que a proporcionada por máscaras cirúrgicas. Os pesquisadores usaram modelos computacionais para simular a interação por 20 minutos entre uma pessoa infectada e uma sem o vírus. E compararam o nível de proteção das máscaras cirúrgicas com as de alta proteção.
No cenário mais seguro, com duas pessoas utilizando as N95/PFF2, e bem ajustadas ao rosto, impedindo a passagem de ar pelas bordas, o risco de infecção foi apenas de 0,14%. Já com as máscaras de alta proteção mal ajustadas, o risco de contaminação sobe para 4%.
De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), as máscaras PFF2/N95, quando devidamente ajustadas ao rosto podem filtrar até 95% das partículas transportadas pelo ar. Os especialistas apontam que esses modelos são os mais seguros na prevenção a infecções por vírus respiratórios, pois além de reter gotículas geralmente emitidas durante a fala, espirro, ou tosse, também criam uma barreira de proteção contra aerossóis e ajudam a conter diferentes tipos de vírus ou bactérias.
As máscaras PFF2/N95 possuem 2 tipos de filtragem: a mecânica, que faz com que as partículas de ar ficam presas nas fibras da máscara; e a eletrostática, que atrai partículas que escapam da mecânica. Além disso, permite um ajuste melhor ao rosto. O elástico da máscara fica preso à cabeça e não às orelhas, de modo a não deixar espaços para entrada direta do ar pelas laterais.
A exigência do uso desses modelos pelo governador Camilo Santana (PT) visam portanto garantir uma maior proteção para os profissionais que atuam diretamente com o público. A obrigatoriedade se aplica aos que trabalham em farmácias, escolas, postos de saúde, clínicas e supermercados no Ceará.