[PÚBLICO A SAÚDE] Profissional da Unifametro explica as especificidades das máscaras N95 e reforça seu uso

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Com  o uso obrigatório das máscaras N95 em estabelecimentos do Ceará para trabalhadores da área da saúde, farmácias, supermercados e escolas que tenham contato direto com o público, diversas dúvidas surgiram: desde a quantidade de vezes que se pode usar até a diferença entre ela e uma PFF2. Para o professor do curso de Enfermagem da Faculdade Unifametro Maracanaú, Aviner Queiroz, essa obrigatoriedade deveria se estender às demais esferas da sociedade. “Os cuidados em saúde e as medidas preventivas devem ser seguidas, pois o risco de contaminação e transmissão é comum a todos”, explica.

De acordo com o profissional, não há praticamente nenhuma diferença entre a N95 e a PFF2,  com exceção da nomenclatura. “As N95 seguem as normas regulatórias dos Estados Unidos, onde são produzidas e comercializadas, e garantem a eficiência mínima de filtragem de 95% das partículas. Já as PFF2 são produzidas conforme a norma técnica da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e garantem a filtragem de pelo menos 94% das partículas. Inclusive, a eficiência da N95 dispensa o uso de uma outra máscara com ela”, ressalta.

Segundo Aviner, as instituições que optarem pelo uso prolongado da N95 devem investir em treinamento das equipes e reforço dos controles administrativos, a fim de reduzir as chances de contaminação. Entre as ações que devem ser enfatizadas, ele destaca:

– Máscaras N95 devem ser descartadas após utilizadas em procedimentos geradores de aerossóis;

– Máscaras N95 devem ser descartadas caso sejam contaminadas com sangue, fluidos corporais, secreções respiratórias ou nasais;

– Máscaras N95 devem ser descartadas caso o profissional se aproxime da saída ou saia da área dedicada aos cuidados desses pacientes;

– Profissionais devem sempre higienizar as mãos com água e sabão ou com um desinfetante à base de álcool antes e depois de tocar e ajustar a máscara.

– No caso da reutilização, não há recomendação precisa de quantas vezes o equipamento pode ser reaproveitado, normalmente de 7 a 15 dias. Caso a instituição adote a reutilização, as preocupações com os controles administrativos também devem ocorrer e os profissionais precisam ser relembrados sobre as práticas corretas para higiene das mãos e colocação, remoção e armazenamento do equipamento.

Sobre o curso de Enfermagem da Unifametro

Em Fortaleza, o curso é reconhecido com nota 5 pela avaliação do Ministério da Educação (MEC). Ele objetiva uma formação generalista e humanista, visando graduar um profissional da saúde competente nos aspectos técnicos, políticos, humanísticos, e comprometido com a transformação da realidade social. Nessa perspectiva, busca-se formar profissionais com nível de complexidade crescente, com competências e habilidades que os capacitem para atuar nas áreas do assistir/cuidar, gerenciar, educar e pesquisar nas áreas individuais e coletivas, contribuindo, significativamente, para sua inserção no mundo do trabalho. Saiba mais em: http://www.unifametro.edu.br/graduacao/enfermagem/.

Foto: divulgação