[PÚBLICOA SAÚDE] Saúde do fígado: hábitos saudáveis ajudam a prevenir doenças

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Dados da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) estimam que entre 25% a 35% da população em todo o mundo seja portadora da doença da gordura no fígado. Especialista alerta sobre a prevenção

Receber nutrientes do intestino e devolver ao sangue, na forma de glicose e glicogênio, é uma das principais funções do fígado. Em outras palavras, ele atua como estação de limpeza das toxinas, e ainda, produz proteínas para ajudar o corpo a se nutrir. Mas para que seu funcionamento seja completo e eficiente esse órgão precisa estar saudável.

Entre as doenças que podem comprometer o funcionamento do fígado está a Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA), que vem se tornando cada vez mais comum e mais conhecida da população em geral, como aponta a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH). Ainda pela estimativa da SBH, a doença afeta entre 25% e 35% da população em todo o mundo.

Apesar de bastante conhecida, a doença é silenciosa, como alerta a médica clínica geral do Sistema Hapvida, Aparecida Quintanilha. “Como a gordura pode se acumular ao longo do tempo no fígado, algumas pessoas tomam conhecimento do problema mais tardiamente. Por isso, o acompanhamento médico periódico é fundamental em quem tem doenças crônicas, como obesidade e Síndrome Metabólica, por exemplo”, incentiva.

Causas

De acordo com a SBH,  o excesso de peso é hoje uma das maiores causas do problema. Cerca de 80% dos pacientes com obesidade têm a doença. “E apesar da relação com a obesidade, indivíduos magros também podem ter fígado gorduroso”, pontua Aparecida Quintanilha.

Existem ainda outras condições que favorecem o acúmulo de gordura nesse órgão, como hepatites virais (hepatite B e a hepatite C), diabetes, resistência à insulina, triglicérides alto, colesterol alto e a perda ou ganho muito rápidos de peso.

A saída é a prevenção!

A gordura no fígado tem cura, principalmente quando ainda está nos estágios iniciais. “O seu tratamento é feito com alterações na dieta, prática regular de atividade física, perda de peso e controle de doenças como diabetes, hipertensão e colesterol alto”, revela a especialista.

A dieta deve ser orientada por médicos e nutricionistas e adaptada às condições clínicas de cada paciente. “Alguns medicamentos podem ajudar no tratamento da esteatohepatite não alcoólica, entretanto esses devem ser orientados pelo especialista”, reforça a clínica geral.

Já para os pacientes que buscam prevenir e manter esse órgão saudável, a dica é fazer boas escolhas alimentares e praticar regularmente atividade física.

Foto: divulgação