[PÚBLICOA SAÚDE] Recente onda de covid-19 pode estar perto do fim no Rio de Janeiro

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A mais recente onda de casos de covid-19 parece estar chegando ao fim na cidade do Rio de Janeiro. O último óbito pela doença registrado pela Prefeitura foi no dia 24 de novembro. E, depois de alcançar um pico de 4.166 notificações da doença em 19 de novembro, considerando a média móvel, os registros caíram para 945 no dia 29, quatro vezes menos.

Já a maior quantidade de casos graves foi verificada no dia 15: 37. Desde então vem caindo, e apenas um quadro de maior gravidade foi confirmado nesta terça-feira, data dos últimos dados lançados no painel municipal da covid.

De acordo com o secretário municipal de saúde, Daniel Soranz, apesar de preocupante, a última subida dos casos já foi muito menos grave do que as anteriores. E a vacinação em massa é o fiel da balança.

Nesta quarta-feira, dia 30, 152 pessoas estavam internadas nos hospitais públicos do município, um número que passou de 200 na semana passada e vem caindo diariamente. As internações em Unidade de Terapia Intensiva são cerca de 60. Em comparação, no pico da onda de 2021, a capital fluminense chegou a ter mais de 760 pacientes em leitos de UTI e, no começo deste ano, o recorde chegou a 361. A diferença entre os anos foi justamente o avanço da vacinação.

Soranz acrescentou que se reuniu esta semana com representantes do Ministério da Saúde e do Gabinete de Transição para tratar das vacinas infantis e pediu que uma nova remessa da Pfizer baby seja comprada logo, para concluir a imunização das crianças de 0 a 4 anos. Como recebeu menos de 10 mil doses do imunizante, a cidade priorizou a vacinação dos pequenos com comorbidades.

De acordo com o Painel Covid-19 da Prefeitura, 76,2% dos adultos da capital já receberam a primeira dose de reforço, mas apenas 37,5% foram imunizados com as quatro doses. Já entre as crianças, 85% das que têm entre 6 meses e 4 anos de idade ainda não receberam sequer uma dose vacina, e só 63% na faixa etária dos 5 aos 11 anos estão totalmente imunizadas.

Fonte: Agência Brasil por Tâmara Freire – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil