***Clique aqui e siga o instagram Espalhe Boas Notícias***
Uma nova análise científica aponta que uma atividade física específica pode ser uma aliada para quem enfrenta dificuldades para dormir. Segundo pesquisadores da Universidade de Esportes de Harbin, na China, sessões de até 30 minutos, realizadas duas vezes por semana, apresentaram os melhores resultados entre diferentes modalidades avaliadas.
A conclusão surgiu de uma meta-análise que reuniu 30 ensaios clínicos randomizados, envolvendo mais de 2.500 pessoas com distúrbios do sono, de diferentes faixas etárias e países.
Entre as atividades analisadas estavam caminhada, exercícios aeróbicos, treinamento de resistência, tai chi, qi gong, pilates e outras modalidades. O exercício que mais se destacou foi a ioga de alta intensidade.
De acordo com os pesquisadores, a prática por até 30 minutos, duas vezes por semana, durante oito a dez semanas, foi associada a uma melhora mais significativa na qualidade do sono do que outras formas de exercício avaliadas.
A modalidade analisada, porém, é diferente da imagem tradicional de uma ioga lenta e relaxante. A versão de alta intensidade utiliza movimentos mais rápidos entre as posturas e exige maior participação muscular, inclusive com o uso do próprio peso corporal como resistência.
Uma das possíveis explicações está na combinação entre movimento, esforço muscular e controle da respiração. Estudos anteriores sugerem que técnicas de respiração utilizadas em práticas como ioga podem estimular o sistema nervoso parassimpático, mecanismo relacionado ao relaxamento e à preparação do organismo para o descanso.
A caminhada e o treinamento de resistência também apresentaram benefícios para o sono, mas a ioga de alta intensidade teve o resultado mais expressivo na análise.
Os pesquisadores, entretanto, ressaltam que ainda são necessários estudos maiores e de melhor qualidade para confirmar os resultados. Além disso, cada pessoa pode responder de maneira diferente às atividades físicas.
Para quem sofre frequentemente com insônia ou outros distúrbios do sono que afetam a qualidade de vida, a orientação é buscar avaliação médica. O exercício pode ser parte da estratégia para melhorar o sono, mas não substitui acompanhamento profissional quando necessário.
O estudo foi publicado na revista científica Sleep and Biological Rhythms.
Foto: magnific