Crescimento do agronegócio no Ceará é tema de reunião virtual com associados

Compartilhe Essa notícia

A primeira reunião da nova gestão do Ibef Ceará com os associados, ocorrida na na manhã desta terça-feira (09/03), trouxe à pauta o Agronegócio no Estado. Conduzida pela presidente do Instituto, Renata Paula Santiago, a reunião ocorreu por meio virtual e contou com a mediação do vice-presidente do Ibef e sócio da Arêa Leão Consultoria Empresarial, Eliardo Vieira. Os convidados foram a diretora de finanças do Sumitomo Chemical, Joyce de Castro, o diretor-executivo do Grupo Santa Lúcia, Marcelo Peres, e o CFO da Agrícola Famosa, Ismelon Moreira.

Em meio à crise econômica, em razão da pandemia do novo coronavírus, o agronegócio cresceu no Brasil principalmente no último ano. “O agronegócio foi o único segmento que conseguiu terminar o ano com crescimento de 2%. Durante esse período, o agro se tornou ainda mais importante para o país. Superamos desafios, como a falta de insumos e de matéria prima e a volatilidade do dólar. Hoje é possível dizer que o agro é a riqueza do Brasil”, disse Joyce.

Ao falar sobre a produção de trigo no Ceará em parceria com a Agrícola Famosa, o diretor executivo do Grupo Santa Lúcia e diretor vogal do Ibef Ceará, Marcelo Peres, ressaltou a capacidade do Estado do que produz e do que ainda é capaz de produzir. “Trigo é uma cultura milenar que alimenta grande parcela da população e ocupa 17% da área cultivada do mundo”, disse ele, citando que há um movimento do Ministério da Agricultura para transformar o país autossuficiente na área.

Marcelo citou o Estado da Bahia como exemplo do Nordeste na produção de trigo, mas destacou que é a Região Sul a principal produtora do mercado brasileiro. “O Brasil é um celeiro produtor. Hoje plantamos 10 mil hectares, mas temos 30 mil à disposição, então temos caminho a percorrer. Enfrentamos o desafio de plantar trigo no Ceará, mas a expectativa é que seja um projeto muito promissor”, conclui.

Ismelon Moreira falou sobre o valor agregado da fruta e das commodities. “A grande diferença é o trato da dinâmica. Nas commodities é feito em único ciclo, se planta, trata e se colhe. Nas frutas não funciona assim, há duas dinâmicas, as perenes e as não perenes, como melão e melancia, que se planta hoje e em 60 dias se colhe. Vamos fazendo uma logística complexa desse processo, como se fosse ativação do processo fabril, pois em determinadas áreas estamos plantando e, em outras, colhendo, e assim segue o ciclo. O custo das commodities o custo por hectare baixo e a escala gigantesca, na fruta é o contrário”, destacou.

Recentemente, a empresa cearense Agrícola Famosa, maior produtora e exportadora mundial de melão e melancia, uniu-se a Citri&Co, maior produtora e distribuidora europeia de frutas cítricas e de caroço, para se tornarem referência global no mercado de frutas secas.

Foto: divulgação