Senador cita estudos sobre a transmissão em crianças e a disparidade entre ensino público e privado
Após quase um ano de portas fechadas, as escolas públicas do Ceará seguem sem perspectiva de abertura. O senador Eduardo Girão (Podemos) encaminhou uma carta aberta ao governador Camilo Santana pedindo que reconsidere esta essa situação, tendo em vista que diversas autoridades científicas já mostraram o baixo índice de infecção e transmissibilidade na infância.
“O Fundo das Nações Unidas para Infância – Unicef, em parceria com o Instituto Claro e produção da Cenpec Educação, mostrou um aumento no abandono escolar entre 2019 e 2020 no Brasil. Mais de 5,5 milhões de crianças e adolescentes tiveram seu direito à educação negado no Brasil”, pontua o senador.
No documento, Girão mostra quão contraditória pode ser a política sanitária dentro de um mesmo Estado, fazendo alusão à entrevista concedida pelo secretário de Saúde do Ceará, Dr. Carlos Alberto, na qual ele informa que menos de 1% dos testes realizados dentro das instituições de ensino infantil foram positivos.
“As famílias têm seus direitos de deixar as crianças nas escolas negados e isso é algo muito preocupante para os próximos anos no Brasil. A gente tem que ter bom senso: se a ciência diz que não tem problema, por que não abrir essa possibilidade?”, questiona Girão.
Por fim, o senador expressa sua preocupação com os protocolos de saúde e com a necessidade de manter um bom plano de vacinação, ressaltando que a abertura, apesar de uma responsabilidade imprescindível do Governo, não deve se dar “a qualquer custo”.
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