Veja quais são as obrigações das instituições privadas de ensino
Creches e pré-escolas do ensino privado de Fortaleza e Região Metropolitana voltarão a funcionar na modalidade presencial a partir deste 1º de setembro, conforme avisou o governador Camilo Santana. A decisão foi tomada pelo Comitê, composto por profissionais de Saúde, presidentes do Tribunal de Justiça e Assembleia Legislativa, e Ministério Público Estadual e Federal.
De acordo com o decreto atual, os estabelecimentos estão autorizados a funcionar com 30% da capacidade, apenas o Ensino Infantil, mas a decisão caberá aos pais ou responsáveis, que poderão optar ainda pelo ensino remoto. As demais séries escolares, assim como o ensino público, aguardam a avaliação do Comitê no decorrer da semana. Enquanto isso, continuam exclusivamente com o ensino a distância.
Durante a coletiva de imprensa que anunciou a novidade, o prefeito Roberto Cláudio falou sobre Fortaleza estar na 15ª semana de queda no número de óbitos, casos e menor demanda por leito de internação. “Isso que nos dá o conforto de, a cada semana, poder flexibilizar. Porque também entendemos que há necessidades econômicas e sociais”, disse.
“Quando a condição sanitária nos dá a segurança para assim fazê-lo, vamos progressivamente retomando o cotidiano, sempre com responsabilidade. Mas é importante que cada um de nós incorpore o cumprimento dos protocolos. A consciência de cada um é a arma mais poderosa contra a Covid-19”, completou.
Como as escolas e creches estão se preparando para o retorno presencial?
Segundo o Sindicato de Educação da Livre Iniciativa do Ceará (Sinepe-CE), a orientação é controlar o acesso e garantir a segurança dos alunos, professores e demais funcionários. Isso será feito, de acordo com eles, “organizando turmas e horários para evitar aglomerações nas salas e unidades da instituição, garantindo que os alunos possam sentar-se com distância igual ou superior a 1,5 metros entre eles. Se necessário, organizar rodízio entre alunos”.
Ainda, no acesso às dependências das escolas, deve ser obrigatório o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) em conformidade com o protocolo estadual, além de aferição de temperatura na entrada de todas as pessoas, inclusive prestadores de serviços ou fornecedores.
O Sinepe divulgou que os alunos, funcionários e professores deverão utilizar máscaras e renovar seu uso a cada três horas. Além disso, professores em sala de aula deverão utilizar face shield e manter distanciamento mínimo de 2 metros dos alunos. Quando fora da sala de aula, “o professor deverá usar máscara e manter-se distante por pelo menos 1,5 metro de cada pessoa”. É obrigação das instituições a disponibilização dos EPI’s para os seus profissionais.
Para evitar aglomeração, o Sindicato orienta que as escolas organizem uma escala de horários de entrada, saída, intervalo e refeições. É recomendado evitar atrasos para que não haja espera na portaria. A disponibilização de álcool em gel 70% e suspensão de controles de acesso manuais para colaboradores e alunos também foi um pedido, como biometria, assinatura de ponto e digitação de senhas de entrada.
Com informações da CMFor por Ana Clara Cabral – Fotos: Ariel Gomes e Carlos Gibaja