Fim das agulhas? Novo método de coleta de sangue chega ao Brasil e promete mais conforto

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Fazer exame de sangue pode deixar de ser um momento de ansiedade para milhões de pessoas. Um dispositivo inovador chamado TASSO, que realiza a coleta de sangue sem a tradicional picada de agulha, está prestes a chegar aos hospitais, clínicas e laboratórios brasileiros após receber aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A tecnologia foi apresentada ao mercado nacional pela Allcrom, distribuidora oficial do equipamento no Brasil, durante a Hospitalar, uma das maiores feiras de saúde da América Latina. A empresa já iniciou negociações com redes hospitalares, clínicas e laboratórios para disponibilizar o dispositivo aos pacientes. Neste primeiro momento, o TASSO não será comercializado em farmácias.

Como funciona o TASSO?

Diferentemente da coleta convencional, que exige a introdução de uma agulha na veia, o TASSO utiliza um pequeno dispositivo que é fixado sobre a pele, geralmente na parte superior do braço.

Após ser acionado, o equipamento cria um leve vácuo e utiliza uma microestrutura extremamente discreta para acessar os pequenos vasos sanguíneos localizados logo abaixo da pele. Em poucos minutos, ele coleta a quantidade necessária de sangue para diversos exames laboratoriais, armazenando a amostra em um pequeno recipiente acoplado ao dispositivo.

Todo o processo acontece praticamente sem dor para a maioria dos pacientes e dispensa a punção venosa tradicional.

Quais são as principais vantagens?

A chegada do TASSO representa uma mudança importante na experiência de quem precisa realizar exames de sangue. Entre os principais benefícios estão:

  • praticamente elimina a dor da picada convencional;

  • reduz o medo e a ansiedade, especialmente em crianças e pessoas com fobia de agulhas;

  • diminui o risco de múltiplas tentativas de punção em pacientes com veias difíceis;

  • torna o procedimento mais confortável e rápido;

  • reduz o contato direto com agulhas, aumentando a segurança ocupacional para profissionais de saúde;

  • pode facilitar coletas em programas de pesquisa, monitoramento e atendimento domiciliar.

Uma solução para quem evita exames

Milhões de pessoas deixam de realizar exames preventivos por medo da agulha. A chamada tripanofobia — medo intenso de injeções e agulhas — pode provocar desde ansiedade até desmaios durante procedimentos médicos.

Especialistas acreditam que tecnologias menos invasivas, como o TASSO, podem aumentar a adesão aos exames laboratoriais, favorecendo diagnósticos precoces e o acompanhamento de doenças crônicas.

Quando estará disponível?

Segundo a Allcrom, as negociações com laboratórios, clínicas e hospitais brasileiros já estão em andamento. A expectativa é que o dispositivo comece a ser utilizado gradualmente nas instituições de saúde nos próximos meses.

Inicialmente, o foco será o uso em ambientes hospitalares e laboratoriais. Ainda não há previsão para comercialização direta ao consumidor em farmácias.

O futuro dos exames laboratoriais

O TASSO faz parte de uma nova geração de tecnologias voltadas para tornar os procedimentos médicos menos invasivos e mais humanizados. A expectativa é que, com a ampliação do uso desse tipo de dispositivo, a experiência dos pacientes durante exames de sangue se torne muito mais confortável, sem abrir mão da qualidade das amostras utilizadas para diagnóstico.

Se a adoção ocorrer como esperado, a tradicional imagem da seringa e da agulha poderá, em muitos casos, dar lugar a um pequeno dispositivo praticamente indolor, marcando um novo capítulo na evolução dos exames laboratoriais.

Foto: magnific