[PÚBLICO A DESTAQUE] Bicicletas ganham espaço nas ruas de Fortaleza

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A cidade de Fortaleza vem se reconfigurando nos últimos anos e abrindo espaço no trânsito para os ciclistas, por meio da malha cicloviária e do sistema Bicicletar. Além deste incentivo somam-se benefícios que o uso da bicicleta proporciona: economia financeira, diminuição de poluentes e a realização de exercício físico.

O Sistema Bicicletar, por exemplo, que em 2017 possuía 80 estações espalhadas pela Capital, conta hoje com 191 estações, distribuídas em 61 bairros de Fortaleza, sendo modelo para outros municípios. Através do sistema, os clientes cadastrados podem retirar uma Bicicleta, utilizá-la em seus trajetos e devolvê-la na mesma, ou em outra Estação.

Saiba como se cadastrar acessando o site.

Desde a sua implantação na Capital, o Bicicletar já possibilitou a realização de mais de 4,1 milhões de viagens. O sistema já verificou uma média de 2.600 viagens em dias úteis e, aos finais de semana e feriados, a maior média verificada foi de 2.100 viagens por dia. No total, 285.540 pessoas estão cadastradas no serviço, sendo 94% de forma gratuita, por meio do Bilhete Único.

Segundo o Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP Brasil), Fortaleza é a capital brasileira onde as pessoas vivem mais próximas à infraestrutura cicloviária, com 50% dos habitantes morando a menos de 300 metros de alguma ciclovia, ciclofaixa, ciclorrota ou passeio compartilhado.

Apesar de ser mais saudável, ecológico e econômico, pedalar em Fortaleza ainda é um desafio quanto à falta de educação no trânsito. De acordo com a superintendente da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), Juliana Coelho, ciclistas representam 7,3% das vítimas fatais por acidentes na capital cearense.

Neste cenário se faz necessário mais investimento em campanhas educativas que conscientizem os motoristas e ciclistas a compartilharem o trânsito de forma harmônica, respeitando o espaço de cada um.

E é no intuito de garantir um ir e vir mais seguro aos ciclistas, que a AMC vem realizando atividades educativas com foco no respeito aos usuários que pedalam. Hoje, a ação acontece na Rua Padre Luís Figueira, no trecho compreendido entre a Rua Nogueira Acioly e Av. Barão de Studart.

Durante a abordagem, é feita a entrega de plaquinhas refletivas de sinalização para bicicletas. A medida aumenta a visibilidade do veículo, principalmente no período noturno, sendo um importante mecanismo de segurança.

“Esperamos que haja uma maior conscientização dos motoristas a fim de proteger os que são mais vulneráveis no trânsito”, destaca a superintendente do órgão.

Saiba quais são os deveres de motoristas e ciclistas:

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), condutores de veículos automotores não podem transitar, parar ou estacionar nas ciclofaixas e ciclovias. Também é dever deles reduzir a velocidade ao fazer ultrapassagem, além de ser é obrigatório dar passagem a ciclistas, respeitando as normas de preferência de passagem, durante uma manobra de mudança de direção (Art. 38).

Quanto aos ciclistas, estes devem andar nos espaços de circulação exclusiva para bicicleta e, na ausência dos mesmos, nos bordos da pista obedecendo o sentido da via. Nesse caso, as bicicletas têm preferência em relação aos veículos motorizados, que precisam manter uma distância mínima de 1,5 metro dos ciclistas e reduzir a velocidade ao ultrapassar as bikes.

Para subir no passeio (calçada) é preciso estar desmontado, empurrando a bicicleta. Ainda de acordo com a legislação, são direitos e deveres de todo ciclista assegurar que sua bicicleta tenha todos os equipamentos obrigatórios: um espelho retrovisor do lado esquerdo, a campainha, e a sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais.

Fonte: CMFor por Anna Regadas – Foto: Mateus Dantas