[PÚBLICO A DESTAQUE] Links fraudulentos levam vítimas a caírem em golpes virtuais, afirma especialista

Compartilhe Essa notícia

Um caso recente chamou a atenção da população quando hackers invadiram o celular do governador do Estado do Ceará, Camilo Santana (PT), e de alguns secretários. O governador ressaltou que os criminosos enviaram mensagens aos contatos do seu celular na tentativa de aplicar fraudes financeiras.

O caso do governador Camilo é mais comum do que se pode imaginar quando a Internet, aplicativos e celulares fazem parte do dia a dia da população e estão sendo utilizados como ferramenta financeira. Quem não conhece pelo menos uma vítima de golpe virtual? Para isso, muitas empresas investem na segurança digital. Medida que se refere à proteção das informações no ambiente virtual.

No entanto, muitas vezes, essa brecha para a aplicação do golpe é aberta pelo próprio usuário que ao receber um link de um “amigo ou conhecido”, não percebe que um hacker se apropriou do celular e enviou-lhe um atalho para aplicação do desfalque.

“A maioria desses problemas que a gente está vendo, como foi o caso do governador Camilo Santana e de alguns outros usuários, as invasões ocorrem de forma involuntária, pois os celulares estão cada vez mais protegidos. A maior parte dos problemas que a gente tem são aquelas invasões quando o próprio usuário permite e consente normalmente baseado no que a gente chama de engenharia social”, disse o titular da Coordenadoria de Informação de Dados (COID) da Câmara Municipal de Fortaleza, Henrique Mota.

O coordenador reforça que nesse caso, o governador deve ter recebido um link de Internet e não houve atenção antes de clicar. “Então, por exemplo, esse invasor que pegou o celular do governador pegou os contatos dele e deve ter infectado outros celulares, de outras pessoas, com essa mesma situação do link. Você recebe uma mensagem no whatsapp com o link de um amigo e a tendência natural é você clicar e esse é um dos problemas”, elencou.

Outro golpe citado por Mota e que vem se tornando comum, é quando os invasores vão em contas do facebook ou instagram e pegam nome, foto, contatos (principalmente daqueles que deixam expostos os números de telefones) e começam a enviar mensagens informando alteração de número e pedem transferência em dinheiro. Henrique enfatiza que as pessoas não se preocupam em fazer a validação dos novos dados.

“Muitas vezes passam a pedir transferência em dinheiro e não custa nada ligar para o número original confirmando os dados, pois muitas vezes eles se utilizam dessa ferramenta para aplicação de golpe”, comentou.

Sobre a nova ferramenta facilitadora de transferência em dinheiro, o Pix, o especialista evidencia que a nova moeda virtual deve inspirar cuidados principalmente em um mundo tão conectado e ágil. “Antes de realizar a concretização do Pix é preciso verificar se a conta é realmente da pessoa que você quer enviar. A principal forma de defesa para não cair no golpe virtual é a atenção nos detalhes”, finalizou.

Fonte: CMFor por Rochelle Nogueira – Foto: Marcelo Casall Jr/Agência Brasil