[PÚBLICO A ECONOMIA] Mês das Crianças: entenda a expectativa do comércio varejista

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Economista e professora da UNINASSAU Fortaleza explica o cenário econômico do período

O mês de outubro é, sem dúvidas, um dos meses mais esperados do ano. Isto porque o Dia Nacional das Crianças, celebrado no último dia 12, é considerado a terceira data comemorativa de maior relevância do calendário anual para o comércio brasileiro, estando atrás apenas do Dia das Mães e do Natal.

Um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostrou que para este ano, a estimativa era de que o período movimentasse cerca de R$ 7,43 bilhões em vendas no varejo de todo o país. E no Ceará, a expectativa era de R$ 167,3 milhões. Contudo, mesmo diante de um cenário positivo, o momento foi de cautela e atenção na hora das compras.

Foi o que analisou a economista e professora do curso de administração da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau, em Fortaleza, Patrícia B. Braga, que justificou a alta demanda para o Dia das Crianças, pela grande parte dos produtos infantis não dependerem do comércio exterior e, nem de outros itens influenciados diretamente pela inflação. “É importante ressaltar, também, que o avanço da vacinação contra a Covid-19 e o retorno às aulas presenciais pode gerar uma sensação de normalidade diante da pandemia, e consequentemente, isso pode ter influenciado diretamente nos números”, pontua. 

Ela reitera, ainda, que a economia continua em processo de recessão. “Os dados não sinalizam uma melhora da economia nacional. Temos um grande número de desempregados e, principalmente, dos chamados “subempregos” (aqueles empregos que não têm os mesmos vínculos trabalhistas da CLT e com remuneração mais baixa), alta de juros e da inflação”, explica

Com isto, Patrícia afirma que devido a todos os fatores que impulsionaram a alta demanda para o dia das crianças, os consumidores buscaram formas de economizar. “As famílias optaram por produtos de menor valor aquisitivo, como uma alternativa de manter a tradição dos presentes do mês de outubro, fazer a alegria da criançada, e ainda, conseguir atender as questões comerciais do período”, finaliza.

Foto: divulgação