As delegações da Rússia e Ucrânia terminaram nessa terça-feira (15) mais uma rodada de negociações para acabar com a guerra.

O acordo de paz ainda não foi possível. Após a reunião, o porta-voz ucraniano, Mykhailo Podolyak, disse que o processo de negociação é muito difícil por que existem contradições fundamentais. Mas que mesmo assim existe espaço para concessões
O encontro foi a continuação da quarta etapa de negociações, que começou nessa segunda-feira e foi suspensa para que os representantes consultassem os seus governos sobre os termos que estavam em pauta.
Para interromper a ação militar, a Rússia exige que a Ucrânia mude a Constituição para reafirmar o caráter neutro do país no cenário internacional. O objetivo do presidente Vladimir Putin é impedir que o país vizinho ingresse na Otan, a organização militar internacional comandada pelos Estados Unidos.
Além disso, a Rússia exige que a Crimeia seja reconhecida como seu território. O presidente Vladimir Putin também demanda que os territórios separatistas de Donetsk e Lugansk sejam reconhecidos como regiões independentes.
E o presidente Volodymyr Zelenski admitiu nesta terça-feira que o país não deverá se tornar membro da Otan. Ele reconheceu que, apesar de a organização estar disposta a receber a Ucrânia, a proximidade geográfica e histórica do país com a Rússia inviabilizam que essa aliança seja oficializada.
Segundo Zelenski, o povo ucraniano deve entender que conta apenas com as próprias forças. Ele também lamentou que a Otan esteja “hipnotizada” pela agressão russa, nas palavras dele.
Nos últimos dias, Zelenski vem pedindo à organização militar que crie uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia. Se a medida fosse tomada, os aviões russos que sobrevoassem o país poderiam ser abatidos pelas tropas da Otan. A organização, no entanto, se nega a criar a zona de exclusão aérea porque não tem a intenção de fazer parte do conflito.
Fonte: Agência Brasil por Daniel Ito – Edição: Jacson Segundo / Guilherme Strozi – Foto: freepik