[PÚBLICO A POLÍTICA] Projeto autoriza estabelecimentos a receberem denúncias de violência

Compartilhe Essa notícia

Estabelecimentos comerciais como farmácias, assim como outros prestadores de serviços que estejam em funcionamento enquanto perdurarem os efeitos da calamidade pública no Ceará, ficam autorizados a receberem denúncias de violência doméstica e familiar. É o que propõe projeto de lei da deputada Augusta Brito (PCdoB), que tramita na Assembleia Legislativa.

De acordo com a proposição 163/21, a denúncia poderá ser realizada de forma presencial. Ela deve ser encaminhada pelo atendente nos estabelecimentos aos telefones 180 e 190 ou outro que, eventualmente, venha a ser disponibilizado pelas autoridades, para que elas adotem, com máxima urgência, as medidas protetivas necessárias e cabíveis.

Ainda segundo o projeto, a atendente deverá pegar os dados da pessoa que faz a denúncia, nome, endereço e número de telefone, respeitando normas que regem o anonimato das informações. Na impossibilidade de haver menção expressa da violência, por motivo de segurança da denunciante, será utilizada a frase “Preciso de máscara roxa”, para que a atendente preste ajuda.

Para a deputada Augusta Brito, em todo o mundo há relatos de aumento dos casos de violência doméstica e familiar contra mulheres e meninas durante pandemia de Covid-19. Ela reforça que a combinação de tensões econômicas e sociais provocadas pela pandemia, bem como as restrições de movimento, aumentaram dramaticamente os números e os serviços de atendimento às mulheres têm enfrentado dificuldades globalmente.

“É sabido que durante o isolamento social, muitas mulheres não conseguem fazer uma ligação por voz aos números de denúncia 180 ou 100, pois encontram-se no mesmo espaço que os agressores. Outras tantas não conseguem ir até uma delegacia, por terem seu deslocamento vigiado”, aponta a parlamentar.

Dessa forma, segundo a deputada, a proposição apresentada “se torna muito importante e oportuna”.

Fonte: AL/CE – Foto: divulgação