“Para preservar a saúde emocional e psicológica das crianças em tempos de reclusão, é necessário filtrar as informações”, explica especialista
A necessidade de manter o distanciamento dos colegas e a impossibilidade de ir à escola podem causar diversos problemas psicológicos às crianças, ainda mais quando os pais, por motivos diversos, não dão a atenção devida a elas durante o isolamento social. As informações são da psicóloga Ivana Teles, psicopedagoga do Sistema Hapvida.
Para a psicóloga, a criança pode apresentar alguns sintomas quando começam a surgir questões emocionais:
“É comum perceber alteração de humor, irritação com facilidade; mudanças no comportamento, como passar a se isolar, deixar de fazer coisas de que gostava e chorar mais fácil. A alteração e a inquietação no sono e no apetite também são sintomas comuns. Além disso, é necessário acompanhar o rendimento escolar dessa criança e perceber oscilações mais determinantes”, explica Ivana.
Para ajudar a contornar essa situação e manter a saúde emocional dos pequenos, o Sistema Hapvida elencou algumas dicas para os pais e responsáveis:
É importante conversar com as crianças para que elas entendam o que está acontecendo, sem deixar de levar em consideração a faixa etária de cada uma e assim saber o nível de detalhes de que que essa conversa necessita;
Ouvir a criança é fundamental, isso auxilia que os adultos entendam um pouco da maneira como ela sente e percebe a situação, o que vai ajudar bastante na hora de estabelecer um bom diálogo;
Filtrar o excesso de informação é fundamental. Os pais devem definir horários certos para as crianças usarem aparelhos eletrônicos e sempre manter a supervisão sobre o conteúdo que está sendo consumido;
Utilizar videochamadas para mostrar aos pequenos que esse momento é passageiro e que, quando tudo isso passar, eles vão voltar ao convívio dos coleguinhas e familiares;
Manter a calma e se preparar para falar é fundamental, pois os pais são referências para os filhos e, mesmo que seja uma tarefa muito difícil, é importante manter a paciência para não confundir ainda mais as crianças.
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