[PÚBLICOA DESTAQUE] Pesquisa da UFC com cera de carnaúba é utilizada contra melasma

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Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) desenvolveram um novo ativo esfoliante. Essa é uma aposta para o tratamento de melasma a partir de uma planta característica da caatinga ceareense, a  cera da carnaúba. A UFC recebeu a carta patente do composto pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Vale ressaltar que além da cera, o ativo contém ácido kójico na composição, clareador já conhecido no mercado para melhora de manchas e uniformização do tom da pele. O composto já está pronto para ser comercializado e agora as pesquisadoras estão em busca de indústrias interessadas na produção em larga escala.

De acordo com os estudiosos, a pesquisa foi iniciada em 2016, buscando oferecer ao mercado um ativo que substituísse as microesferas de plástico, hoje amplamente utilizadas pela indústria cosmética, mas que contaminam os oceanos e prejudicam a vida aquática. A solução foi retirada da cera de carnaúba, da qual foram desenvolvidos grânulos de tamanho padronizado ao dessas esferas plásticas, os quais mostraram a mesma capacidade de esfoliar a pele, só que sem causar impacto no meio ambiente.

“Realizamos um vasto estudo bibliográfico e, após diversos testes laboratoriais, conseguimos encapsular o ácido kójico para potencializar a sua ação e aumentar o seu tempo de estabilidade”, explica a professora do Departamento de Farmácia, Tamara Gonçalves, uma das autoras da patente.

O invento, contudo, não se trata de um produto dermatológico em si, mas de um ativo cosmético multifuncional que pode ser adicionado em outras formulações. Por isso, de acordo com a pesquisador, pode ser usado em diversos veículos, como sabonete, sérum, creme.

O que é melasma?

É o surgimento de manchas escuras na pele, que normalmente aparecem no rosto, mas pode ocorrer em outras áreas expostas ao sol, como braços e colo. É mais comum em mulheres entre os 20 e 50 anos, porém também pode afetar os homens. Quando surgem na gravidez, as manchas são chamadas de cloasma gravídico.

Fonte: CMFor por Rochelle Nogueira – Foto: divulgação