[PÚBLICOA SAÚDE] Autismo e musicoterapia. Conheça sobre essa condição!

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Sabia que 1 em cada 30 crianças é autista? É uma prevalência que vem crescendo nos últimos anos. O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é uma desordem do neurodesenvolvimento com início precoce identificado já nos primeiros anos de vida. O processo de diagnóstico é fundamentalmente clínico, realizado por um neuropediatra/ psiquiatra, não há exames que possam diagnosticar ou prevenir, entretanto, há exames que podem investigar outras comorbidades associadas.

Três, são as principais características da pessoa com autismo segundo o (DSM-5) Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais:

— Prejuízos na interação social,

— Alterações importantes na comunicação verbal e não verbal

— Padrões limitados ou estereotipados de comportamentos e interesses

A origem do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) ainda é desconhecida, embora muitos estudos em genética e neuropsicologia referendem a compreensão deste quadro como biologicamente determinado (ASSUMPÇÃO et al., 1999; CARVALHEIRA; VERGANIB; BRUNONI, 2004; GUPTA)

Não necessariamente há déficit intelectual em pessoas com autismo, e também nem o extremo oposto, nem todo autista é um gênio! Quando falamos de espectro é isso que temos, uma imensa diversidade de pessoas com a mesma condição, mas, com níveis e demandas totalmente diferentes. Há uma classificação de níveis de suporte 1, 2 e 3, no nível 1 o indivíduo precisa de menos ajuda, 2 moderada e no 3 precisa de mais atenção.

Uma informação importante:

Autismo não é uma doença, logo, não tem cura!

O que podemos afirmar com toda certeza: Todas as pessoas com autismo podem evoluir e mudar de nível de suporte, ter uma vida funcional, com ajuda da família, escola e de terapias com uma equipe multidisciplinar, composta por. Psicólogo, Analista do comportamento aplicada (ABA), fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicomotricista, educador físico, musicoterapeuta, fisioterapeuta entre outros.

Você sabe o que é a musicoterapia e como ela pode ajudar no tratamento do autismo?

“Musicoterapia é a utilização da música e/ou seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia) por um musicoterapeuta qualificado, com um cliente ou grupo, num processo para facilitar e promover a comunicação, relação, aprendizagem, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, no sentido de alcançar necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas. A Musicoterapia objetiva desenvolver potenciais e/ou restabelecer funções do indivíduo para que ele/ela possa alcançar uma melhor integração intra e/ou interpessoal e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida, pela prevenção, reabilitação ou tratamento”.

Federação Mundial de Musicoterapia — 1996.

No caso da musicoterapia no autismo pode contribuir como reforço no desenvolvimento cognitivo/ linguístico, psicomotor e sócio afetivo da criança, trabalhando, as diversas habilidades e as diversas áreas do conhecimento, sendo considerada facilitadora no processo educacional, contribuindo para o desenvolvimento da aprendizagem.

Nathan Chaves

Psicólogo – CRP11-16268

Musicoterapeuta -CPMT-CE 36/020

Nathan Chaves é Psicólogo e Musicoterapeuta, especialista em análise do comportamento aplicada (ABA), especialista em avaliação psicológica e psicodiagnóstico, mestrando em educação, CEO da clínica +AFETO espaço terapêutico (@clinicamaisafeto) e pai de 2 autistas (@autistatempai).

Foto: divulgação