Tendo como uma de suas principais bandeiras a defesa da educação como instrumento de transformação social, o vereador Pedro Matos (PROS) levantou a discussão no plenário desta quarta-feira (17) sobre a necessidade de inclusão dos alunos do 1º e 2º ano do ensino médio no regime de ensino híbrido.
De acordo com o decreto vigente, esses estudantes seguem excluídos da rotina de aulas presenciais, o que impacta diretamente na aprendizagem e preparação para o vestibular que prestarão no ano seguinte. Esse contexto de retomada já é realidade em diversos países que priorizam a educação. Um estudo da consultoria Vozes da Educação em 20 países constatou resultado considerado satisfatório na reabertura do ensino presencial, isto é, as escolas reabriram e não registraram contaminação que saísse do controle entre alunos e professores em países como Alemanha, China, Dinamarca, França, Nova Zelândia, Portugal e Singapura.
“Há uma incoerência no decreto porque ele permite aulas presenciais apenas para o ensino infantil e 3º ano do ensino médio e não para esses jovens do 1º e do 2º. Isso está acarretando no distanciamento desses alunos da rotina escolar e inclusive afetando a saúde mental desses jovens”, ressaltou líder da bancada do PROS na câmara.
A reivindicação do parlamentar atende a pedidos dos jovens e das mães que chegaram a ser acompanhadas por Pedro ao prédio da secretaria de educação do município, mas que não puderam ser atendidas porque os representantes da pasta presentes no momento não integram o comitê gestor das aulas. “Como é que esse tema não está sendo prioritário para o governo estadual? Inúmeras famílias estão ansiosas por conta dessa exclusão incoerente”, desabafou Pedro nas redes sociais.
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